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Imposto de Renda 2026: guia completo para tirar suas dúvidas

Imposto De Renda 2026 Guia Completo Para Tirar Suas Dúvidas (3) - Orru Contabilidade e Gestão

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Todos os anos milhões de brasileiros precisam prestar contas à Receita Federal por meio da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).

Em 2026 essa obrigação continua — porém, com um nível de fiscalização ainda maior graças ao cruzamento automático de dados e às mudanças recentes na tributação de rendimentos e lucros.

Na prática, isso significa que erros simples, que antes passavam despercebidos, hoje podem gerar notificações rápidas, retenção em malha fina e até multas.

Neste guia preparado pela Orru Contabilidade, você vai entender quem precisa declarar, o que deve ser informado, quais são os prazos e como evitar problemas com o Fisco.

Se você quer declarar com segurança e aproveitar oportunidades legais de economia tributária, continue a leitura.

O que será declarado no IR 2026

A declaração de 2026 considera todas as movimentações financeiras ocorridas entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025.

Devem ser informados:

  • Salários e aposentadorias

  • Pró-labore

  • Aluguéis recebidos

  • Ganho de capital na venda de bens

  • Rendimentos de investimentos

  • Lucros de empresas (MEI, LTDA, SLU etc.)

  • Criptomoedas

  • Rendas do exterior

  • Prêmios e indenizações

  • Bens adquiridos

  • Dívidas contraídas

Hoje a Receita Federal recebe dados diretamente de bancos, cartórios, corretoras, operadoras de cartão e empresas. Por isso, omitir valores — mesmo pequenos — aumenta muito o risco de cair na malha fina.

Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda 2026

Embora os valores oficiais sejam atualizados a cada ano, a expectativa é a manutenção dos critérios tradicionais, com correção monetária. Você deve declarar se se enquadrar em qualquer situação abaixo:

Rendimentos tributáveis acima do limite anual: Quem recebeu rendimentos tributáveis acima de aproximadamente R$ 33.888,00 durante 2025 precisa declarar.

Entram nessa categoria:

  • Salários

  • Aposentadoria

  • Pró-labore

  • Pensões

  • Honorários

  • Aluguéis

Mesmo com imposto retido na fonte, a declaração é obrigatória.

Rendimentos isentos acima do limite: Se você recebeu mais de cerca de R$ 200 mil em rendimentos isentos, também deve declarar.

Exemplos:

  • Distribuição de lucros

  • Indenizações trabalhistas

  • Rendimentos de poupança

  • Heranças e doações

Ou seja: isento de imposto não significa dispensado de declaração.

Patrimônio superior ao limite: Quem possuía bens superiores a aproximadamente R$ 800 mil em 31/12/2025 precisa declarar.

Inclui:

  • Imóveis

  • Veículos

  • Investimentos

  • Participações societárias

  • Criptomoedas

Mesmo sem gerar renda.

Ganho de capital: Se você vendeu um bem com lucro (imóvel, veículo, cotas de empresa ou ações), a declaração é obrigatória — mesmo que o imposto tenha sido pago no momento da venda.

Operações em Bolsa de Valores: Qualquer operação em bolsa obriga a declaração:

  • Lucro

  • Prejuízo

  • Isenção

  • Baixo valor

A Receita recebe informações diretamente das corretoras.

Rendimentos recebidos do exterior: Valores recebidos de fora do país devem ser declarados e normalmente recolhidos mensalmente via Carnê-Leão.

Novo residente no Brasil: Quem passou a morar no país em 2025 deve declarar todos os bens e rendimentos, inclusive os anteriores à mudança.

Prazos e multa por atraso na entrega da declaração de IR

A expectativa é que o prazo de entrega ocorra entre março e maio de 2026.

Quem atrasar paga multa automática:

  • Mínimo: R$ 165,74

  • Máximo: 20% do imposto devido

Vale destacar que mesmo quem tem restituição paga multa se entregar fora do prazo.

O que mais faz contribuintes caírem na malha fina

A maioria das retenções ocorre por divergência de informações. Veja os principais motivos:

  • Informar valor diferente do informe de rendimentos

  • Omitir renda de bancos ou corretoras

  • Declarar despesas médicas sem comprovação

  • Não declarar renda de aluguel

  • Esquecer rendimentos de dependentes

  • Informar pró-labore como lucro

Como a Receita Federal cruza dados automaticamente, inconsistências são identificadas quase imediatamente.

Declaração simplificada ou completa: qual escolher

Uma das decisões mais importantes no preenchimento do Imposto de Renda é escolher entre declaração simplificada ou completa.

Essa escolha influencia diretamente o valor do imposto a pagar — ou da restituição a receber — e, na prática, define quanto do seu rendimento será tributado.

A regra é simples: você deve optar pelo modelo que resultar no menor imposto devido. No entanto, isso nem sempre significa escolher o modelo mais fácil de preencher. Vamos entender melhor.

Declaração simplificada

A declaração simplificada funciona como um “desconto automático”. A Receita Federal aplica um abatimento padrão de 20% sobre os rendimentos tributáveis, limitado ao teto anual definido para cada exercício.

Ou seja, você não precisa comprovar despesas, o sistema presume que você teve gastos e reduz parte da renda tributável.

Quando ela costuma ser mais vantajosa

A simplificada costuma compensar para quem:

  • Não possui muitos dependentes

  • Tem poucos gastos com saúde

  • Não paga escola particular

  • Não contribui para previdência privada tipo PGBL

  • Recebe renda mais baixa ou média

Declaração completa

Na declaração completa você informa todas as despesas permitidas por lei para reduzir o imposto. Aqui não existe desconto padrão: o abatimento depende dos seus gastos reais.

Podem ser deduzidos:

  • Despesas médicas sem limite

  • Educação (dentro do limite anual)

  • Dependentes

  • Previdência privada PGBL

  • Pensão alimentícia judicial

  • Livro-caixa de autônomos

Esse modelo exige mais organização, porém pode gerar restituições altas.

Quando ela costuma ser mais vantajosa

A completa geralmente é melhor para quem:

  • Tem filhos em escola particular

  • Possui plano de saúde caro

  • Realiza tratamentos médicos frequentes

  • Contribui para PGBL

  • É profissional autônomo

  • Sustenta dependentes

Como organizar documentos para declarar sem erros

Uma declaração tranquila começa com organização prévia. Antes de começar a preencher sua declaração, separe os seguintes documentos:

  • Informes de rendimento (empresas e bancos)

  • Extratos de investimentos

  • Notas fiscais e recibos médicos

  • Documentos de compra e venda de bens

  • Comprovantes de pagamento de escola e plano de saúde

Guardar esses documentos ao longo do ano evita correrias e inconsistências.

Como evitar problemas com a Receita Federal

Boas práticas que reduzem riscos no preenchimento e entrega da declaração de IR:

  • Declarar todas as contas bancárias

  • Conferir informes antes de enviar

  • Não arredondar valores

  • Guardar comprovantes por 5 anos

  • Não inventar despesas dedutíveis

A Receita cruza informações automaticamente — o foco deve ser precisão, não tentativa de reduzir imposto artificialmente.

Conclusão

O Imposto de Renda 2026 exige mais atenção do que nunca. A digitalização do sistema fiscal fez com que a Receita tenha praticamente todas as informações do contribuinte antes mesmo da entrega da declaração.

Por isso, o objetivo da declaração deixou de ser apenas informar — e passou a ser conferir e validar dados.

Organização, acompanhamento ao longo do ano e revisão antes do envio são fundamentais para evitar multas, bloqueios de restituição e notificações futuras.

A Orru Contabilidade oferece acompanhamento completo para pessoas físicas e empresários, ajudando você a declarar corretamente, pagar apenas o necessário e manter sua regularidade fiscal.

Se você quer fazer sua declaração com segurança e tranquilidade em 2026, o melhor momento para se preparar é agora. Entre em contato conosco!

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